Leci Brandão, de passagem por São Luís para descansar, falou para o Jornal O Imparcial sobre sua relação com o Maranhão e com a artista maranhense de maior vulto, Alcione.
O Imparcial - Não podemos deixar de comentar que a sua relação com o Maranhão vem bem antes disso. Vem com a amizade com Alcione, a Marrom. Quando aconteceu este primeiro contato?
Leci - Foi em 1974 quando fui convidada pelo jornalista Sergio Cabral e Albino Pinheiro [já falecido] homem que fazia muitos eventos culturais. Eles me convidaram para fazer parte de um show chamado Unidos do Punjol [que era uma boate em Ipanema]. Nesse show participava Dona Ivone Lara, o saudoso Roberto Ribeiro e Alcione que era cantora da casa. Eu chegava cedo porque o meu show era mais tarde para ver a Marrom cantar e tocar. Era uma coisa assim fascinante [com o ar feliz]. Coincidentemente, nós fomos para a mesma gravadora que era a Polygram onde acompanhei todos os sucessos dela como “Surdo”, “Sufoco”... tudo que a Marron estourou no início na Polygram eu vibrei e acompanhei. Até que ela gravou um LP chamado “Gostoso veneno” que tinha uma música com parceira de Darcy da Estação Primeira de Mangueira chamada “Quero sim”. E nessa gravação Alcione me ajudou com os adiantamentos de royaltys a dar entrada no primeiro apartamento que eu comprei na Tijuca. Isso aí pra mim é uma coisa inesquecível. Faz parte da história de minha vida essa ajuda... Esse reconhecimento que ela teve comigo. Ela é uma pessoa extremamente generosa.
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