O samba foi inspirado na obra "O Povo Brasileiro", de Darcy Ribeiro. É uma pena que a crise econômica, com o atraso na preparação das alegorias possa contar negativamente na pontuação final. No período pré-carnavalesco, houve um mutirão no barracão para que tudo estivesse pronto a tempo, com a presença, inclusive, de trabalhadores de outras agremiações. O espírito guerreiro foi simbolizado pelo ex-jogador Raí, um dos empurradores do carro abre-alas.
A bateria da escola verde e rosa fez várias paradinhas durante o desfile. A bateria do mestre Taranta deu um show e encantou a Sapucaí. "A Mangueira sempre se superou nos momentos difíceis e hoje não vai ser diferente", disse um dos intérpretes de seu samba, que agradeceu o apoio dos seguidores da escola.
O sambista Jamelão Neto, neto de Jamelão e estreante como um dos intérpretes do samba da Mangueira, ficou emocionado e tenso com a responsabilidade que o espera. "Ainda não caiu a ficha", contou, antes de ir para a concentração da verde e rosa. "A gente está segurando ao máximo (a emoção). Até quando eu fui sair de casa, na hora de me despedir, bateu. Minha avó (dona Didi, de 82 anos, viúva de Jamelão), falou: ‘Vai lá e faz o dever de casa.’"
Clarissa Thomé, Mônica Aquino e Roberta Pennafort.
O Estadão.







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