Por Joelma Linhares
Alcione chegou na Mangueira no final dos anos 70 pelas mãos do então relações públicas da escola, o Bira da Mangueira. Uma paixão guardada desde os tempos de menina no Maranhão, quando se encantou pelas cores verde-e-rosa que tingiam os vestidos das baianas na antiga Revista O Cruzeiro. Chegou e ficou de casa, como se de outro lugar jamais fosse, ou como quem regressa para um lugar de onde nunca deveria ter saído. A Marrom adotou a verde-e-rosa, e dela se tornou uma das filhas mais queridas.
Depois de nove anos desfilando, o primeiro campeonato: retrato da alegria de vitórias vividas. E quando a sorte se fez desconhecida, lá estava ela, sempre pronta a carregar o piano, o maracanã, o surdo... o que quer que seja. Fundadora da Mangueira do Amanhã, projeto inovador que fez escola. Sempre presente, e vestida no mais alto estilo com a verdade e a força de quem defende a insígnia que lhe identifica. Alcione é brasileira, maranhense e mangueirense. Está tudo no pacote. Alcione-Mangueira; Mangueira-Alcione: links que se direcionam mutuamente pelo amor e pela dedicação. Não há como dissociar sem se perder o sentido. Um diz muito do outro.
Alexandre Asser, em sua apreciação sobre o Show de Verão da Mangueira deste ano, expressou o que todo o mangueirense que ama sua escola sente:"Maria Rita e Alcione fizeram um dueto arrasador e cantaram “Não deixe o samba morrer”. Tirando isso, Alcione fez o que sempre faz, encantou todo mundo com seu talento e paixão pela Mangueira. Tenho a impressão que nem em 500 anos a Mangueira terá como pagar o que a Alcione faz pela escola – sem esperar nada em troca." (Mangueira - EstaçãoPrimeira.org)
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