EM Cultura
ALCIONE, que iniciou carreira com o lançamento do LP A voz do samba, em 1975, aposta no reconhecimento oficial do samba como patrimônio imaterial e identifica na iniciativa um novo capítulo da história da música popular.
“Isso significa que essa música é nossa, que demos vida a esse gênero, que, depois, desdobrou-se em várias vertentes, como o enredo, canção, quadra, partido alto e tantos outros”.
Como conseqüência, Alcione vislumbra mais investimentos em talentos da nova geração e multiplicação dos projetos de formação, sobretudo os voltados para crianças em situação de risco social. Diretora do Conselho de MPB do Centro Cultural Cartola, no Rio, ela defende que não há como tratar a questão da violência no país sem possibilitar acesso à cultura. E também critica a associação direta das comunidades pobres à percussão.
“Tem menina da Mangueira dançando em Stuttgart (Alemanha). É preciso explorar o potencial das crianças em diferentes campos e criar possibilidades de aprendizado para todos”, afirma.
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