O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim) está convocando a população porto-alegrense para uma manifestação na próxima segunda-feira (26), ao meio dia, na esquina democrática, centro da capital. A atividade faz parte da campanha dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra às mulheres.

O convite destaca flor margarida, símbolo feminista
Em Minas Gerais o juiz de Direito da cidade de Sete Lagoas, Edílson Rodrigues, se negou a aplicar a Lei Maria da Penha, por considerá-la inconstitucional. O mesmo juiz fez afirmações machistas, como por exemplo, ''a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher''. Escreveu ainda que ''a mulher moderna - dita independente, que nem pai para seus filhos precisa mais, a não ser dos espermatozóides - assim só é porque se frustrou como mulher, como ser feminino''.
Alegando ver ''um conjunto de regras diabólicas'' e lembrando que ''a desgraça humana começou por causa da mulher'', o magistrado rejeitou a adoção de medidas contra homens acusados de agredir e ameaçar suas companheiras. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) encaminhou processo administrativo disciplinar contra o mesmo.
Para a deputada federal Manuela d'Ávila (PCdoB-RS), as manifestações do juiz revelam o preconceito e o machismo do magistrado. ''A Lei Maria da Penha tornou-se um importante instrumento social de coibição das agressões sofrida pelas mulheres'', afirmou a parlamentar.
Sinthia Mayer, coordenadora municipal da União Brasileira de Mulheres (UBM), de Porto Alegre, diz que a atitude do juiz Edilson fortalece a convicção e a disposição de luta das mulheres de todo o Brasil e, por isso, as porto-alegrenses irão para as ruas manifestar-se na próxima segunda-feira.
Diferente da atitude tomada pelo juiz mineiro a luta pelo fim da violência contra às mulheres ganhou mais uma grande aliada que transformou a lei em samba. Maria da Penha é a nova música interpretada pela cantora Alcione.
Um hit engajado
O apoio da cantora popular deu força a luta pela implementação da Lei e seu maior conhecimento pela população brasileira. Programas globais, como o Domingão do Faustão, já trouxeram Alcione para interpretá-la.
Versos bem humorados, como "na cara que mamãe beijou/ 'Zé Ruela' nenhum bota a mão/ Se tentar me bater/ Vai se arrepender", já são entoados em bares e rodas de sambas pelo país. O hit engajado também costuma ser ouvido em rádios populares e por trabalhadores das mais diversas categorias, desde cobradores de ônibus até executivas de grandes empresas.
A repercussão da música também inspirou outros compositores a fazerem letras que defendem a Lei. É o caso, por exemplo, do compositor nortista, e menos conhecido no sul e sudeste, Tião Simpatia, que através do brega deu outra ropuagem bem-humorada a defesa da Lei.
Alegando ver ''um conjunto de regras diabólicas'' e lembrando que ''a desgraça humana começou por causa da mulher'', o magistrado rejeitou a adoção de medidas contra homens acusados de agredir e ameaçar suas companheiras. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) encaminhou processo administrativo disciplinar contra o mesmo.
Para a deputada federal Manuela d'Ávila (PCdoB-RS), as manifestações do juiz revelam o preconceito e o machismo do magistrado. ''A Lei Maria da Penha tornou-se um importante instrumento social de coibição das agressões sofrida pelas mulheres'', afirmou a parlamentar.
Sinthia Mayer, coordenadora municipal da União Brasileira de Mulheres (UBM), de Porto Alegre, diz que a atitude do juiz Edilson fortalece a convicção e a disposição de luta das mulheres de todo o Brasil e, por isso, as porto-alegrenses irão para as ruas manifestar-se na próxima segunda-feira.
Diferente da atitude tomada pelo juiz mineiro a luta pelo fim da violência contra às mulheres ganhou mais uma grande aliada que transformou a lei em samba. Maria da Penha é a nova música interpretada pela cantora Alcione.
Um hit engajado
O apoio da cantora popular deu força a luta pela implementação da Lei e seu maior conhecimento pela população brasileira. Programas globais, como o Domingão do Faustão, já trouxeram Alcione para interpretá-la.
Versos bem humorados, como "na cara que mamãe beijou/ 'Zé Ruela' nenhum bota a mão/ Se tentar me bater/ Vai se arrepender", já são entoados em bares e rodas de sambas pelo país. O hit engajado também costuma ser ouvido em rádios populares e por trabalhadores das mais diversas categorias, desde cobradores de ônibus até executivas de grandes empresas.
A repercussão da música também inspirou outros compositores a fazerem letras que defendem a Lei. É o caso, por exemplo, do compositor nortista, e menos conhecido no sul e sudeste, Tião Simpatia, que através do brega deu outra ropuagem bem-humorada a defesa da Lei.
Da redação com a colaboração de Natália Victória e Sônia Corrêa,
de Porto Alegre
de Porto Alegre
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